Nabunda
De GirinoWiki
- Eu tinha dois cachorrinhos, um chamava Grapete e o outro Nabunda. Grapete morreu, qual que sobreviveu?
- Repete?
- Não, Nabunda nada!
Bom, esse é um jeito meio nonsense de começar um artigo, mas a estória é essa: eu escrevi essa primeira frase no meu blog de ontem, só que não achei Nabunda em nenhum lugar! Tentei linkar para a Desciclopédia e mesmo lá, Nabunda não tem nada! Então, depois de tudo isso e dessa longa explicação, resolvi escrever Nabunda:
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[editar] E Nasce Nabunda
Quando eu era criança meu pai me deu dois cachórros[1]. Um se chamava Grapete e o outro chamava Repete. As piadas, claro, eram constantes:
- Qual o nome desse cachorro?
- Repete!
- Qual o nome desse cachorro?
E por aí vai...
Mas eu gostava do Grapete e do Repete. Sabe aqueles cães que sobem na sua cama e cagam ela toda? Que mordem o carteiro e fogem de casa por uma semana pra depois voltar prenha (não sei como o Grapete fez isso, pois ele era macho, mas que voltou prenha voltou)? Pois esses eram o Grapete e o Repete! E eu adorava os dois, mas meu pai odiava cada dia mais. A cada móvel roído, terno rasgado ou panela de comida roubada e espalhada pelo quintal o ódio do meu pai crescia mais.
Assim, sem mais nem menos, um belo dia eu acordei e o Repete tinha morrido:
- Pai, um dos meus cachórros[1] não quer mais se levantar!
- Qual deles, meu filho?
- Repete!
- Qual deles, meu filho?
- Repete, pai!
- Fala logo qual deles, oh caralho!
- Porra, pai, é o repete, eu já falei!
- Caralho de filho de merda, se diz é Eu repito e não Eu repete, eu repete o escambau!
Desse dia em diante minha relação com meu pai deteriorou muito, e o armário de brinquedos onde eu guardei o cadáver do Repete também. Eu nem usava mais meu quarto, dormia na casinha do Repete, pra não aguentar o cheiro de bicho morto. Meu pai me achou muito estranho, por isso me mandou pro catecismo. Ele achou que Deus ia me curar dessas viadagens de dar o rabo pro cachorro.
Bom, pro cachorro pode ser que eu não tenha dado mais, mas pro padre... Deixa pra lá, é outra estória. E no final ele nem era padre, mas isso a igreja só descobriu quando ele apareceu prenha, que nem o Grapete. Eram trigêmeos. A história que rolou na cidade é que dali ia sair de japonês a esquimó, passando pelo português da padaria. No final, nasceram 2 pintinhos e um cachorrinho. Esse daí por algum motivo saiu pelo lado errado e deram pra ele o nome de Nabunda!
[editar] Aceitando Nabunda
Os pintinhos logo viraram frango, e o padre fugiu da cidade com o dinheiro da venda dos dois. Nessa estória, sobrou Nabunda. Ninguém sabia o que fazer dele. Uns queriam deixar Nabunda, outros achavam que o padre novo deveria levar Nabunda. O bispo se ofereceu para vir a cidade e enterrar Nabunda, caso o novo padre se dispusesse a sacrificar Nabunda.
Por fim, convenci meu pai e acabei aceitando Nabunda la em casa. Ele ia substituir o finado Repete, e quem sabe me livrar daquela ossada podre dentro do armário. Debaixo do nome do Repete, no alto da casinha, escrevi o nome do Nabunda, pra todo mundo ver:
Nabunda
Daí em diante, Nabunda era parte da família!
[editar] Levando Nabunda
Aos 16 anos, fui expulso de casa. Meu pai insistia que eu jogasse futebol, mas eu sempre preferi Balé Flamenco. No final de contas, acabamos brigando e Nabunda tentou separar. Mordeu meu pai! Na bunda! Imagina a cena:
- Meu pai, no único hospital da cidade, com Nabunda pendurado na bunda!
Meu pai foi vítima de piadas pelo resto da vida! E Nabunda iria virar sabão no dia seguinte. Mas eu já tinha tomado gosto por ele, e escondi Nabunda para que meu pai não o sacrificasse. Isso me valeu uma expulsão de casa:
- Se você prefere Nabunda, pois que leve Nabunda, mas nessa casa você não entra mais!
- Mas pai, se eu for, não é melhor deixar Nabunda?
- Meu filho, se você deixar Nabunda eu soco Nabunda até sair sangue!
Infelizmente, duvidei do meu pai. Até hoje tenho problemas para sentar!
E foi assim que, saindo de casa aos 16 anos, levei Nabunda!
[editar] Grapete e Nabunda
Não foi só Nabunda que eu levei. Grapete tinha ficado pra trás, mas não aceitou bem a situação. Já tinha perdido o Repete, agora não podia mais ficar sem o seu novo macho Nabunda! Com tempo, Grapete parou de comer, de latir e de mijar. Cagar não, que ele ainda cagava pra caralho. Um belo dia meu pai chegou em casa e não achou mais o Grapete. Só tinha Fanta Uva.
Pois o Grapete também fugiu de casa. Encontrei o Grapete por acaso. Eu estava ensinando Nabunda a nadar, mas ainda era cedo pra dizer que Nabunda nada! Nabunda podia fazer de tudo, menos nadar! E tentando ensinar Nabunda a nadar, achei o Grapete, meio afogado, na beirada do rio, sem fôlego, nem ânimo. Pois foi Grapete ver Nabunda, e se animar todo! Grapete adorava Nabunda, fez festa com ele e Nabunda latia, Nabunda pulava, Nabunda gritava! Em poucos dias Grapete já era o mesmo Grapete de antes, e Nabunda já se dava com Grapete.
[editar] Acaba Nabunda
Mas tudo sempre tem um fim. Dez anos mais tarde começa minha reconciliação com meu pai! Ele já senil, e eu ainda virgem, nos encontramos num asilo, onde eu levei Nabunda pra distrair um pouco os velhinhos. Foi lá que eu disse pra ele:
- Eu tinha dois cachorrinhos, um chamava Grapete e o outro Nabunda. Grapete morreu, qual que sobreviveu?
- Repete?
- Não, Nabunda nada!
[editar] Notas





