Transformada discreta de wavelet
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A transformada discreta de wavelet é a transformada correspondente à trasformada contínua de wavelet para funções discretas. Esta transformada é utilizada para analisar sinais digitais, e também na compressão de imagens digitais. A forma mais simples dessa transformada, conhecida como transformada de Haar foi criada em 1909.
A transformada discreta de wavelet consiste em identificar os parâmetros ck e dj,k,
da equação:
onde φ(t) e ψ(t) são as funções conhecidas respectivamente como wavelet pai (do inglês father wavelet) e wavelet mãe (ver wavelet para mais detalhes sobre a função wavelet mãe). A wavelet pai é na verdade uma função de escala, que depende da wavelet mãe.
Das funções φ(t) e ψ(t) podemos calcular as seqüências
e
:
e
e
e
.
Estas duas seqüências são a base da transformada discreta de wavelet.
Tabela de conteúdo |
[editar] Bancos de filtros
A maneira mais comum de se calcular a transformada discreta de wavelet é através da aplicação de bancos de filtros onde o filtro determinado pelos coeficientes
corresponde a um filtro passa-altas e o filtro
a um filtro passa-baixas (conforme imagem ao lado).
Os filtros h e gsão um operador linear, que pode ser aplicado no sinal digital de entrada x como uma convolução:
e
O sinal
é conhecido como aproximação e o sinal
como diferença ou detalhe.
[editar] Sub amostragem
O operador
é o operador de sub-amostragem (do inglês downsampling). Este operador aplicado a uma função discreta (uma seqüência) reduz o seu número de elementos pela metade, recuperando apenas os elementos em posições pares:
O uso de filtros ortogonais nos permite recuperar o sinal original (reconstrução perfeita do sinal) apesar da perda de dados devido à sub-amostragem. Filtros bi-ortogonais também são capazes de reconstruir perfeitamente o sinal mesmo após a sub-amostragem.
[editar] Encadeamento de bancos de filtros
A decomposição com o filtro acima decompõe o sinal em apenas duas faixas de freqüência. Podemos encadear uma série de bancos de filtros, usando a operação de sub-amostragem para proporcionar a divisão da freqüência de amostragem por 2 (como visto na figura ao lado) a cada novo banco de filtros encadeado.
Assim, temos um sinal de detalhe específico para cada faixa de freqüência na nossa etapa de análise do sinal.
[editar] Transformada inversa
A transformada discreta inversa de wavelet consiste em aplicar os filtros inversos no sinal decomposto, e juntar novamente as duas (ou mais) bandas de freqüência do sinal. No caso dos filtros ortogonais, os filtros inversos h' e g' podem ser obtidos como:
- o filtro g' é o reverso do filtro g (filtro g com os coeficientes invertidos):
- g' = (g'1,g'2,...,g'N) = (gN,gN − 1,...,g1).
- o filtro h' é igual ao filtro g com os sinais dos elementos pares invertidos:
- h' = (h'1,h'2,...,h'n,...,h'N) = (g1, − g2,...,( − 1)n + 1gn,...,( − 1)N + 1gN).[1]
Antes de se recompor o sinal, entretanto, é necessário aplicar o operador de super-amostragem
nas seqüências decompostas h' e d'.
[editar] Super-amostragem
O operador de super-amostragem (do inglês upsampling) que usamos na transformada inversa corresponde simplesmente a acrescentar zeros nas posições que foram eliminadas pela sub-amostragem:
[editar] Referências
- ↑ Estas relações valem apenas para o caso de filtros ortogonais, SALOMON, David. Data Compression: The Complete Reference. 2.ed. Nova Iorque: Springer, 2000.
[editar] Bibliografia
- SALOMON, David. Data Compression: The Complete Reference. 2.ed. Nova Iorque: Springer, 2000.





