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Coisas que precisam ser blogadas com urgência December 24, 2007

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Tava hoje fuçando as estatísticas de acesso no meu site (que quadruplicaram desde o dia 18 de dezembro, não sei porque) e achei no meio das string de buscas mais usadas:

Se tem algúem com a MANHA total de inglÊs é ocara que procurou por este jogo no meu site[1].


Notas

  1. ? o cara deveria estar buscando Need for Speed Underground.

girino 15:38, 24 Dezembro 2007 (BRST)

Update

Mais coisas estronhas:


Sonho Esquisito December 20, 2007

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Putz,

Hoje a noite tive um sonho esquisitíssimo! Sonhei que:


Minha irmã quer entrar pra legião estrangeira

Vou contando o que me lembro…

Começou num piquenique, estávamos num campo de gramíneas meio ressecadas e arbustos retorcidos, bromélias, etc. O chão era meio rochoso e acidentado, tinha várias colinas. Se fosse pra chutar, chutaria aquelas paisagens bucólicas das regiões mediterrâneas. Dado o resto do sonho, chuto ser no sul da França… E minha irmã deixa cair um folheto da pasta dela. Curioso, fui ver o que era, e falava de provas e testes, pensei logo que era um vestibular. Mas ela logo me mostrou os homens fortinhos de uniforme militar camuflado e me disse:

Daí a pouco me vi conversando com uma instrutora/personal trainer que tínhamos contratado pra treinar minha irmã pra prova da legião. Ela me fazia perguntas cabulosas, como se eu tivesse autoridade pra decidir sobre a vida da minha irmã. Perguntou se era pra fazer o treinamento com água ou sem água (e nisso se seguiu uma longa discussão sobre os efeitos de tomar água durante o treinamento físico e se ela deve ser gelada ou não, mas não lembro bem dos detalhes), tempo de treinamento, tipo de treinamento, se era pra fazer preparação psicológica, se era pra fazer preparação pras provas teóricas (esse eu lembro de dizer que não precisava, que o fraco dela era a parte física mesmo).

No final, paramos na porta do quartel/centro de recrutamento da legião onde vários recrutas entravam para se inscrever e fazer os testes. Ali encontramos minha irmã, que não estava presente desde o momento do piquenique. E começamos a contar pra ela sobre o que discutíamos. Conversamos em francês com alguns recrutas, mas minha irmã ficou calada. Eu insisti pra ela falar em francês porque adorava o sotaque do sul da França que ela tinha[1], mas ela insistia em ficar calada. Acho que meu subconciente sabia que não conseguiria reproduzir corretamente o sotaque dela, por isso não deixou ela falar!

Acho que o sonho terminou aí mesmo, porque me virei de lado e a Lilica estava na cama, e eu espremi ela e ela esperneou e me acordou. Mas fica o registro do sonho esquisito onde minha irmã decide entrar pra legião estrangeira.


Ponderações soltas


Notas

  1. ? Ela morou em Toulouse quando criança, por isso tem um sotaque bem diferente do meu que é de voyou de banlieue parisienne.
  2. ? salários da legião estrangeira

girino 11:09, 20 Dezembro 2007 (BRST)

ECMAScript, Avidemux e vídeos da Lilica December 19, 2007

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Mais uma vez a Lilica fez showzinho nesse sábado. Mas sabe como é? Colocar dúzias de filminhos de 30 segundos no seuTubo é um porre, e no final ninguém vê nenhum deles. (eu ia por o vídeo no final, mas como tem um script enoooooooorme por lá, ninguém ia ver, então resolvi por ele aqui mesmo):

Vídeo da apresentação da Lilica com os comandos mais “legais”.

Resolvi então “brincar” de editar os vídeos, pra fazer um videozão resumo do show todo que ficasse mais bacana. Mas que ferramenta usar????


Avidemux

Bom, de cara eu pensei no avidemux. É que tempos atrás quando procurei por um jeito de embutir legendas em vídeos no linux, eu acabei me deparando com ele (no windows eu usava o virtualdub, mas como meu notebook foi doado e eu não uso software pirata, agora estou usando o ubuntu em casa). Quem conhece o virtualdub vai gostar: é praticamente a mesma coisa, só que com uma interface mais amigável. E parece que existe pra windows também.

Em termos de funcionalidades, não chega a ser o bambambam, mas faz quase tudo. Claro que nada é de graça! Dá uma trabalheira fazer qualquer coisa nele. Mas ontem, nessa mexida toda, descobri uma coisa fantástica: Dá pra fazer scripts em ECMAScript que automatizam todo o processo de edição de vídeos!


ECMAScript

ECMAScript, pra quem não sabe, é o famoso Javascript. Quer dizer, quando roda dentro de um browser da Netscape, chama Javascript. Quando roda no IE, chama JScript, e quando roda em qualquer outro lugar chama ECMAScript. Mas é a mesma porcaria!

Scripts pro avidemux são super simples (as opções são bem limitadas) e o único inconveniente que eu achei é que eu tenho de saber o número de frames de cada arquivo com antecedência. Deve ter outro jeito, mas não achei :(. Quem quiser aprender, tem um tutorialzinho bacana em http://www.avidemux.org/admWiki/index.php?title=Scripting_tutorial.

A única coisa chata são os codecs, que pedem uns parâmetros em formatos estronhos! Mas consegui uma manha pra configurá-los: Eu crio um projeto “dummy” pela interface gráfica e mando salvar o projeto. O resultado é um script que eu posso usar como “cola” no meu. No final ficou até bacana. Dá pra otimizar ainda, mas por enquanto ficou assim:

//AD  <- Needed to identify//
 
var app = new Avidemux();
var dir = "/home/girino/Desktop/backup_foto_video/show_lilica_14_dez_2007";
var tmp_prefix = "/tmp/asdf_";
 
var silence_file = dir + "/silence.mp3";
 
var movies = new Array(
dir+"/01-cumprimenta.avi",
dir+"/02-rastejando.avi",
dir+"/03-morta.avi",
dir+"/04-urso_sem_guia.avi",
dir+"/05-urso_com_guia.avi",
dir+"/06-rolando.avi"
);
var sizes = new Array(
199,
622,
1522,
367,
406,
537
);
var images = new Array(
dir+"/slides/01-cumprimenta.png",
dir+"/slides/02-Rastejando.png",
dir+"/slides/03-Morta.png",
dir+"/slides/04-urso1.png",
dir+"/slides/05-urso2.png",
dir+"/slides/06-rolando.png",
dir+"/slides/XX-final.png"
);
 
var final_list = new Array();
var final_sizes = new Array();
var final_fade = new Array();
 
// *** functions *** //
// prepares fade out scenes
function record_temp_video(video, pos, temp, size) {
	print("**** record_temp_video begin");
	print("**here0 = " + video);
        app.load(video);
	print("**here1");
        app.clearSegments();
        for (var i = 0; i < size; i++) {
                app.addSegment(0,pos,1);
        }
	print("**here2");
        app.video.setFps1000(25000);
        app.video.codec("Mjpeg","CQ=4","8 5a 00 00 00 00 00 00 00 ");
        app.audio.reset();
	print("**here3");
        app.audio.load("MP3",silence_file);
        app.audio.codec("lame",64,12,"00 00 00 00 03 00 00 00 02 00 00 00 ");
        app.audio.normalizeMode=0;
        app.audio.normalizeValue=0;
        app.audio.delay=0;
        app.audio.mixer("MONO");
        app.audio.resample=32000;
        app.setContainer("AVI");
	print("**here4");
        app.save(temp);
	print("**** record_temp_video end");
}
 
var tmp_counter = 0
function make_movie(image, length) {
	var tmp_name = tmp_prefix + tmp_counter;
	tmp_counter++;
 
	print("*** make_movie begin");
	// makes the temp video
	record_temp_video(image, 0, tmp_name, length);
	print("*** make_movie end");
 
	return tmp_name;
}
 
function make_fade_out(movie, size, length) {
	var tmp_name = tmp_prefix + tmp_counter;
	tmp_counter++;
 
	print("*** make_fade_out begin");
	// makes the temp video
	record_temp_video(movie, size-1, tmp_name, length);
	print("*** make_fade_out end");
 
	return tmp_name;
}
 
// initializes with 10 frame fade in of first image
final_list[final_list.length] = make_movie(images[0], 10);
final_sizes[final_sizes.length] = 10;
 
var i = 0;
for (i = 0; i < movies.length; i++) {
	// title image
	print("*** i = " + i);
	print("*** images[i] = " + images[i]);
	final_list[final_list.length] = make_movie(images[i], 40);
	final_sizes[final_sizes.length] = 40;
	final_fade[final_fade.length] = 1;
	// movie
	final_list[final_list.length] = movies[i];
	final_sizes[final_sizes.length] = sizes[i];
	final_fade[final_fade.length] = 1;
	// fade out
	final_list[final_list.length] = make_fade_out(movies[i], sizes[i], 10);
	final_sizes[final_sizes.length] = 10;
	final_fade[final_fade.length] = 0;
}
 
// ends with credits
final_list[final_list.length] = make_movie(images[i], 50);
final_sizes[final_sizes.length] = 50;
final_fade[final_fade.length] = 1;
 
// now adds them all in the right order
app.load(final_list[0]);
for (i = 1; i < final_list.length; i++) {
	app.append(final_list[i]);
}
 
// appends segments
app.clearSegments();
for (i = 0; i < final_list.length; i++) {
	print("*** adding:");
	print(i + " : " + final_sizes[i]);
	app.addSegment(i,0,final_sizes[i]);
}
 
// filters
var pos = 0;
// first filter is fade in
pos = pos + final_sizes[0];
app.video.addFilter("fade",
			"startFade="+(pos-10),
			"endFade="+pos,
			"inOut=1",
			"toBlack=1");
for (i = 1; i < final_list.length; i++) {
	pos = pos + final_sizes[i];
	if (final_fade[i] == 1) {
		app.video.addFilter("fade",
				"startFade="+(pos-10),
				"endFade="+pos,
				"inOut=0",
				"toBlack=0");
	}
}
// final fade to black
app.video.addFilter("fade",
		"startFade="+(pos-10),
		"endFade="+pos,
		"inOut=0",
		"toBlack=1");
 
// save video
app.video.codec("FFMpeg4","CBR=1000000","140 05 00 00 00 00 01 00 00 02 00 00 00 1f 00 00 00 " +
                                            "03 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 01 00 00 00 " +
                                            "00 00 00 00 01 00 00 00 00 00 00 00 cd cc 4c 3d " +
                                            "01 00 00 00 0a d7 23 3c 01 00 00 00 00 00 00 3f " +
                                            "00 00 00 3f 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 " +
                                            "00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 " +
                                            "02 00 00 00 40 1f 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 " +
                                            "00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 " +
                                            "00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 00 ");
 
// and audio
app.audio.reset();
app.audio.codec("lame",64,12,"00 00 00 00 03 00 00 00 02 00 00 00 ");
app.audio.normalizeMode=0;
app.audio.normalizeValue=0;
app.audio.delay=0;
app.audio.mixer("MONO");
 
// and save
app.setContainer("AVI");
app.save(dir + "/saida.avi");
setSuccess(1);
app.Exit();
 
//DEBUG
print("**** BEGIN ****");
print(movies.length);
print(final_list.length);
print(final_list);
print(final_sizes);
print("**** END ****");
 
 
//End of script

O resultado, vocês já viram lá em cima!

girino 00:35, 19 Dezembro 2007 (BRST)


Internet Radio December 10, 2007

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Tou sumido, confesso! Agora entro de férias e devo aparecer mais um pouco por aqui. Vamos deixar por aqui então as novidades:


Pirenópolis

Semana passada fomos a pirenópolis. Fotos?

Talvez eu crie coragem e escreva uma resenha.


Internet Radio

Minha brincadeira desse final de semana foi por uma “rádio” pra funcionar na internet. Pra quem quiser ir dando uma olhada, se eu tiver online o endereço da radio é esse:

Pra quem tem menos preguiça, conto a estória completa:

Comecei tentando conectar no servidor de um colega com o [shoutcast http://www.shoutcast.com/]. Cara, já tentaram achar um cliente de shoutcast decente no linux? Eu tentei e digo: Que merda! Tentei tudo que achei. Soluções que usavam o jackd, como:

Num dado momento, apelei. Decidi que o icecast deveria ser melhor integrado com o ubuntu, certo? Errado! Quando eu finalmente consegui fazer a radio funcionar no icecast2 (porque os clientes nativos do ubuntu nao sao compilados usando LAME, e por isso so usam ogg/vorbis) usando xmms2, descobri que quando passava de uma musica pra outra o player que tivesse conectado perdia a conexão e o ouvinte tinha de conectar de novo (é mole?). Isso já era 4 da manhã de ontem! Resolvi deixar pra hoje.

Briguei ainda um pouco pela manhã, mas sem sucesso. Quer dizer, tive sucesso. Fiz um servidor de icecast2 rodando ogg/vorbis e tudo mais, só pra descobrir que no windows ninguém tem codec ogg/vorbis instalado! Grandes meldas minha rádio né? que ninguém ia ouvir porque só o otário aqui usa linux!

Por fim, apelei: fui no site do shoutcast e, pasmem, descobri que ele tem um server e um cliente de linha de comando pra linux. Não é open source, claro. Mas funciona! Ralei um pouco pra editar os arquivos de configuração, que não são muito fáceis. Mas em 2 ou 3 horas consegui! Server e cliente rodando perfeitos. Neguim do windows e do linux (e do mac… o carlão acessou) acessando! Show de bola. Acessem aí: http://amsx.no-ip.org:8008/

girino 22:37, 9 Dezembro 2007 (BRST)


Monitor novo, paginação e outras notícias… November 24, 2007

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De presente de casamento, ganhei um monitor novo. Um Samsung SyncMaster 931BW. Dessa vez, finalmente, nenhum dead pixel! Considerando a briga com o submarino com o monitor da Phillips com dead e stuck pixels (no final acabei devolvendo e recebendo a grana de volta) achei quase um milagre abrir a caia e ele estar perfeito. Nem massagem ou coisa do gênero precisou!

Aproveitei o monitor novo e fiquei até de madrugada no micro. Implementei, como podem ver, um esquema de paginação no blog (o mediawiki já suportava isso, só precisei aprender a usar) e acrescentei os widgets do linkTo pra ver se traz mais algum público pro blog, que anda mesmo meio parado. Pelo menos o numero de hits parece ter aumentado bastante. Vamos ver.

girino 16:23, 24 Novembro 2007 (BRST)


BH, Hospital, Paella, etc… November 19, 2007

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Fui, feliz da vida passar o final de semana prolongado (sim, sim, funcionário público tem essas mamatas de ponto facultativo pra emendar feriado) em BH. A Anita tava lá já desde o último feriado e eu fiquei de ir “buscá-la”. Lá fui eu então, no Expresso pão de queijo.


No ônibus

A coisa já começou bem. Na minha frente, um moleque com a madrinha. Ela, uma dessas patricinhas acima do peso que não para de falar. Ele um moleque perguntador que não para de falar e atrapalha todo mundo de ver o filme. A menina do meu lado com um fone de ouvido tocando música a toda altura. Pelo menos era MPB, e outras coisas aceitáveis que não atrapalharam meu sono.

Lá no fundo do ônibus, a favela. Meus preconceitos todos ativados a pleno vapor. Uma turma que parecia um time de futebol, ou algo do gênero. Todos de boné com o óculos escuro por cima do boné. Todos afro-descendentes[1]. Camisas abertas pra mostrar os cabelos peitudos[2]. Todos com uma latinha de cerveja vagabunda na mão. Todos gritando, falando alto e correndo pelos corredores do ônibus pra conversar com os colegas que estavam na outra ponta do ônibus, ou com um sujeito mais velho que devia ser o “treinador”. Se início, achei que era dessa vez que íamos ser assaltados, mas no final relaxei. Se fossem assaltantes estariam mais tensos, não fariam tanta bagunça pra não “aparecer”. Era só um time de futebol adolescente ou algo que o valha mesmo.

Sei que no final, o pior de todos foi o garoto! A favela só incomodou antes da partida e na parada do ônibus, quando gritavam e conversavam a toda altura. Quando o ônibus andava, ficavam todos quietos e não incomodavam mais ninguém… Já a overweight-cheerleader e seu afilhado não me deixaram assistir o filme (que era Borat, meio chatinho mas com cenas hilárias[3]):

No final, cheguei vivo. O Moleque me acordou um pouco mais cedo do que eu gostaria, já brincando de fazer cócegas com a overweight-cheerleader, mas como já estávamos dentro dos limites de BH e logo logo o ônibus pararia na gameleira, não esquentei.

Cheguei e dormi a manhã toda. Depois fomos almoçar na casa de uma tia da Anita e logo depois do almoço, uma ligação:


Hospital

Depois do AVC do meu sogro, nada melhor pra me assustar do que minha mãe com uma dor de cabeça que não para. Já imaginei logo o pior, e preocupado, despedimos e fomos correndo pra casa dela.

Não tinha mesmo jeito. Fomos nós pro hospital. Minha mãe mal conseguia se levantar. Muita tonteira, ânsia de vômito e tudo mais. Conseguimos entrar com ela no carro onde ela foi deitada no banco de trás, e fomos pro Hospital Belo Horizonte. Não que ela não tivesse nenhum outro convênio, mas era o hospital mais próximo e não achávamos que ele era tão desequipado. Esperamos na recepção onde minha mãe vomitou a primeira vez. Depois fomos atendidos pela médica que deu uns remedinhos, e colocou minha mãe na salinha de observação enquanto esperava o exame de sangue. Isso já eram cerca de 5 da tarde.

Nove horas da noite, dou uma cutucada na médica que estava de plantão (afinal a outra já tinha ido embora) e ela conclui: no exame de sangue não tem nada. Vamos fazer uma tomografia e chamar o neurologista. Só que não tem técnico de plantão pra operar a maquina de tomografia. Tem de ligar pra um e esperar ele chegar. Mais um remédio pra dor de cabeça e mais espera. Aproveito a espera pra tomar banho em casa, lanchar e voltar. Na volta a notícia: A tomografia não tem nada, vamos ter de esperar no dia seguinte por uma ressonância, pois não tem ressonância no hospital.

Aí minha mãe voltou ao normal:

Barraco pra lá, barraco pra cá, eu e minha mãe batemos pé:

Convencemos a médica a internar minha mãe e a Anita preferiu que eu dormisse em casa (eu estava ultra-mega-power nervoso, se ficasse no hospital nem eu nem minha mãe íamos dormir). Nisso já era meia noite e pela manhã o médico examinaria minha mãe e só aí marcaríamos a ressonância.

Acordo as 7, ligo pro hospital as 8, chego lá as 9, mas a ressonância vai ser só as 10. Minha mãe tá bem melhor. Consegue fazer sudoku e tudo mais. A cabeça ainda dói, mas sem tonteira e sem enjôo. Mesmo assim, vamos fazer todos os exames pra garantir que não foi nada grave.

Um breve passei ode ambulância e chegamos no laboratório onde tem a ressonância. A minha mãe não tinha hora marcada, ia ser um encaixe (claro, uma emergência nunca é programada, duh!). Aguardamos nossa vez e vamos lá pra dentro. O aparelho é divertidinho no início, mas meio monótono, por isso prefiro sair da sala depois de um tempo. Se isso importa pra alguém, era um aparelho da Sony.

Volta de ambulância e o diagnóstico do médico: NADA. Não sabemos o que foi, mas como já passou, deram alta pra ela. Enfim, voltamos pra casa depois de 24h de hospital sem saber o que aconteceu. O neurologista marcou uma consulta pra próxima semana e vamos ver no que dá.


Paella de porco

Sexta feira a tarde eu só fiz dormir, claro. E no sábado, minha mãe tinha sido convidada pra um Paella de porco, feita por um autêntico espanhol. É um congresso ibero-americano de biohidrometalurgiaque acontece em Ouro Preto essa semana. A área é meio fechada, por isso a turma toda já se conhece dos vários congressos. Um deles, espanhol, prometeu uma paella no último congresso e teve de cumprir. As brasileiras compraram os ingredientes. Ele trouxe da espanha o arroz especial e alguns temperos.

Fomos pro retiro do chalé, condomínio fora de BH, no meio das montanhas, sobe e desce, sobe e desce, até chegar. A língua oficial no encontro era, claro, o espanhol. Ou o portunhol, se preferirem. Entre os 15 participantes, um espanhol (o cozinheiro), um argentino, um chileno, uma cubana e uma que não sabemos bem de onde, um casal de Araraquara e o resto de belo horizonte mesmo. Bom, quase de Belo Horizonte. Eu e Anita de Brasília, um outro casal de Ouro Preto, e os donos da casa de Nova Lima, já que o condomínio já é fora dos limites de BH.

A curiosidade geral era pra ver como se fazia a paella. Uma pausa, claro, pra provar uma Anísio Santiago[5] que por alguns momentos foi a estrela da festa até que a paella retomasse essa posição.

A paellera mal cabia no fogão, mas nosso chef foi logo exigindo um fogo melhor, já que aquele fogo com 4 bocas não iria esquentar a panela por inteiro. Solução? Churrasqueira e fogo de lenha. Acendia churrasqueira, coloquei uma grelha pra apoiar a panela e boas! O espanhol adorou a solução. Vestiu logo seu avental verde e amarelo e foi pra cozinha: refogou pimentões e fritou dentes de alho inteiros. Fritou a carne (lombo cortado em cubinhos e costelinha de porco) e deixou ferver com água por alguns minutos pra amaciar. Depois ferveu água em várias panelas pra que ela já chegasse quente na paellera.

Na churrasqueira, meu fogo ardia forte[6], com bastante lenha. O chef colocou a paellera no fogo e cobriu o fundo com molho de tomate (uma massa de tomates sem tempero e com uns pedaços grandes de tomate), juntou um monte de temperos, incluindo um “pozinho mágico” que ele trouxe da Espanha[7], e esperou começar a ferver. Espalhou as carnes por cima, e depois o arroz. Daí foi derramando a água devagarzinho pra não deixar parar de ferver, até que a panela tava até a borda de água. Mexeu enquanto fervia até o arroz ficar al dente, então tirou do fogo (que eu fui encarregado de apagar), enfeitou com os pimentões e alhos, cobriu com um jornal de mulher pelada (a mulher pelada foi mera coincidência, mas motivo suficiente para as gozações) e esperou, cronometrados, 20 minutos.

Deliciosa, mas a carne poderia ser mais magra! Sei que comi 3 pratadas ;)

O que nos leva de volta ao domingo e a nossa..


Viagem de volta

No mesmo busão. Dessa vez do meu lado vinha a anita, e do outro lado do corredor, um metaleiro com direito a touquinha preta, cavanhaque e cabelos grandes mal cuidados. A overweight-cheerleader estava lá com seu afilhado, fazendo o mesmo barulho, mas o barulho do walkman do metaleiro era pior. O filme? Um HORROROSO de um técnico de basquete que vai treinar um bando de retardados numa high-school qualquer. No final ele prefere treinar crianças no lugar de voltar pra liga universitária onde ele era o bam-bam-bam! Nem seção da tarde merece tanto!

Os marginaizinhos da vinda estavam mais quietos. Devem ter perdido o jogo, sei-la. Enfim, cheguei vivo e tirando uma dor de cabeça(oh… oh…), não tive nenhuma seqüela!


Notas

  1. ? pra ser politicamente correto, e ainda assim mostrar que sou racista, fazer o que
  2. ? ou não, já que pela idade de recém saídos da puberdade não tinham muito pra mostrar
  3. ? na verdade a única cena realmente bacana é dos dois correndo pelados pelos corredores do hotel. Eles jogando dinheiro pros “judeus” transformados em barata também é divertidinho. O resto é ruim de doer!
  4. ? meu tio médico
  5. ? Nota mental, contar algum dia a estória da Havana que esperou eu e meu irmão podermos beber juntos com meu pai pra ser bebida, num natal em Toulouse.
  6. ? ui…
  7. ? No rótulo dizia: tomilho, alecrim, sal (35%), cravo e açafrão(25%).

girino 17:54, 19 Novembro 2007 (BRST)