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2007 August 03 13:57:07 BRT August 3, 2007

Posted by Girino Vey in : Uncategorized , trackback


Teoria Geral das Coincidências

Muito tempo atrás, numa galáxia distante, Alguém (provavelmente o Dr. Omni) mandou pra alguma lista que não lembro qual uma teoria sobre as coincidências serem mais comuns do que esperamos (e do que a estatística tradicional prevê). O experimento do cara era algo como ficar sentado num parque por horas e observar a distribuição estatística das cores das roupas que passavam, e notar que as cores aparecem agrupadas de uma forma que a estatística não prevê[1].

Sei que na minha vida recente o catalizador das coincidências é Moema[2] e seus habitantes.


Evidência anedótica 1

Passei num concurso público em 2006. Já morava nessa terra desértica da capital federal a 1 ano, mas trabalhando the plain old way, pra iniciativa privada. Tinha mais um primo meu por aqui, no Banco Central, que por ser mais velho que eu tinha um pouco mais de contato com a cultura moemense.

Sei que um dia, num boteco como sempre, ele me interpela:

Claro que identifiquei imediatamente o sujeito, e assim que pude, puxei assunto no serviço:

E alguns dias depois resolvo pegar carona com ele pra voltar pra casa, e o pai dele vem junto. Conversa vai sobre família e parentesco, sobre Moema ser uma grande exportadora de cérebros pro resto do Brasil, e blá, blá, blá, conseguimos estabelecer nosso grau de parentesco: O avô dele arrendava as terras do meu avô… Somos “parentes” de uso de terra :)

Alias, o pai dele deve lançar agora mais um livro. Dessa vez vou ver se ponho a mão em um exemplar.

Bom, num apanhado geral das coincidências todas temos:

  1. O pai do sujeito é de Moema.
  2. O sujeito passou no mesmo concurso que eu.
  3. O meu primo trabalha no Banco Central e o cara passou no concurso do banco central.
  4. O tio do sujeito conhece meu primo e por isso resolveu falar do cara.
  5. O avô do cara arrendava as terras do meu avô.

Mas ainda assim, é só uma simples coincidência, só que aí vem a


Evidência anedótica 2

Quando eu volto de BH onde passei uns dias cuidando do meu sogro (não vou me dar o trabalho de procura o posto, tá aí pra baixo quem quiser que ache), a Anita me diz:

Bom, nada demais, o meu sobrenome é um dos mais comuns em Moema, além do que, a família do meu avô é de Pompéu e não Moema, então o parentesco poderia ser talvez, quem sabe bem distante, pelo lado da minha avó. E por um tempo esqueci do assunto.

Mas aí, ontem pela manhã, encontro com ele na portaria, quando eu descia com a Lilica pra passear, e ele me chama:

E conversa vai, conversa vem, estabelecemos um parentesco provável de primalidade[5] distante, quem sabe de um 18o ou 19o grau, através de um suposto parentesco de cada um dos dois com o Rafael do Doca.

Hoje de manhã ele me interpela:

Mais um parentesco estabelecido, mais um tanto de coincidências:

  1. Saídos de uma cidade de 4 mil habitantes vem duas pessoas de histórico completamente diferente se encontrar em Brasília, uma como morador a outra como porteiro de um prédio.
  2. Com todas as possibilidades de parentesco distante, acabo descobrindo que o irmão dele foi motorista do meu tio.

Não sei, juntando tudo isso fico pensando se Moema (e outras cidades pequenas) não são catalizadores de concidências, acrescentando mais um tempero na Teoria Geral das Coincidências, seja lá de quem for a teoria original.


Notas

  1. ? Estou girinando nesse momento, não lembro mais porcaria nenhuma do experimento, mas vá-lá, era algo desse nível…
  2. ? Pra quem não sabe… A Família do meu pai é toda de Moema, apesar de ter se mudado pra Bom Despacho e depois pra BH muitos e muitos anos atrás
  3. ? Os nomes não serão citados para não comprometer a privacidade alheia…
  4. ? Cortei a conversa por aqui porque o resto não tem o menor interesse pra nossa teoria…
  5. ? Sei que não é esse o termo pra dizer que somos primos distantes, mas achei que ficava bacana…

girino 15:00, 3 Agosto 2007 (BRT)


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