Quando os sapos uivam, a internet re-passa… May 1, 2008
Posted by Girino Vey in : artes, resenhas , 3commentsLá pros idos de 1900 e antigamente, quando papel ainda era meio de comunicação de massas e as pessoas usavam fita cassete pelo correio pra mandar músicas pros amigos distantes, meu irmão se interessou por literatura. Poesia em especial. E seguindo os estranhos costumes daquela época medieval, usou de um mecanismo de divulgação bastante estranho: O Fanzine.

Pra quem não viveu na era das trevas, quando google era o barulho que a coca-cola fazia ao sair do “casco” de vidro com tampinha que nem rosca tinha, um Fanzine é um pedaço de papel onde pessoas escreviam suas idéias, desenhos, obras, críticas ou qualquer manifestação que hoje cai no domínio da DMCA, e distribuíam entre os amigos, nas escolas e faculdades ou mesmo no centro da cidade. Usavam-se tecnologias estranhas como “mimeógrafo” ou “máquina de xerox“, que assustariam qualquer um hoje em dia, mas que eram demandadas pela religião e tecnologia da época como purificadoras das cópias impressas de forma barata e prática.
Claro que religiões, assim como ciência e tecnologia, mudam um dia! E o Fanzine do Sapão evoluiu! De papel virou bits, de bits virou HTML, HTTP, e por fim virou Blog!
Então, depois de um milênio de evoluções, tenho o prazer de (re)apresentar o Fanzine que o Sapão lançava nos idos do milênio passado:
UIVO
Que como o Sapão mesmo descreve:
O Uivo foi um fanzine (em papel e depois na web) dedicado à publicação de textos literários de autores pouco (ou nada) conhecidos. Agora é um blog…
link (thanks, e re-thanks sapão)
Uma cidade, um homem e uma igreja April 30, 2008
Posted by Girino Vey in : girinadas, resenhas , 2commentsEsta é a história contada em A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones. Podia ser um romance histórico: Conta o reinado de Pedro III da catalunha. Ou as relações entre nobres, comerciantes e camponeses catalões no século XIV. E ainda a peste, e o despovoamento. As guerras, lutas e intrigas políticas. As relações entre cristãos, judeus e inquisição. Ou entre o papa e o rei. Ou entre a Catalunha velha e a nova. Entre bastaixos, barqueiros e marinheiros. Entre mulheres nobres, camponesas, prostitutas e suas roupas coloridas.
Mas não é!
É a história de um homem que nasceu, cresceu e viveu por uma cidade e por sua igreja: Santa Maria do Mar. Um homem do povo que amava o povo e se dedicava a ele. Um homem bom. E sua dedicação a Santa Maria do Mar: a mãe que nunca teve.
É Arnau Estanyol, filho de um camponês fugido que encontra a liberdade em Barcelona. Sua lembrança de um pai orgulhoso dizendo: “Agora somos livres!”, o faz resistir aos desmandos da nobreza e dos ricos, se tornar um bastaix, orgulhoso de seu trabalho duro. Resistir à peste que lhe tira entes queridos. Resistir à ruína e à inquisição.
É um livro que prende a gente do início ao fim! Não passa um capítulo sem o suspense e a surpresa do que virá a seguir. Cada capítulo é inebriante, denso e encantador! Não é um romance histórico, é a história de um homem que deu tudo por sua cidade, sua igreja e sua santa. E quando menos esperava, foi salvo por todos aqueles a quem ele se dedicou ou amou.
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É um livro que deixa a gente triste quando vê que está acabando. Eu queria mais! Quero mais! Por favor Arnau, não me deixe sem histórias!
Agua para elefantes March 17, 2008
Posted by Girino Vey in : resenhas , add a commentFoi essa minha leitura da semana: Água para elefantes, de Sara Gruen.
Eu sempre compro livro pela capa. Sei que o velho ditado diz pra não julgar um livro pela capa, mas eu julgo. Poxa, não dá pra ler todos, tenho de ter um critério. O mais eficiente que encontrei foi esse: Escolho pela capa. Raramente erro. Não é a capa mais bonita, ou “estilosa”. É a capa que mais parece com o estilo de livros que gosto.
A capa desse não era particularmente bonita… Mas tinha um “je ne sait quoi” de antigo, de art-deco com cara de novo. Acho que é esses tratamentos de “pátina” que fazem no photoshop… Sei que vi e pensei: essa é a capa de um livro que eu gostaria de ler. E comprei.
E como eu disse, raramente erro. O livro é excelente. A história se passa em duas épocas, intercalando a vida real de um idoso em um asilo de velhos e suas lembranças de um tempo de juventude sofrida no circo, na época da recessão e da lei seca. Enquanto um velho rabugento briga com as enfermeiras, um jovem apaixonado recém fugido da faculdade de veterinária luta por seu amor e pra proteger sua elefanta num ambiente hostil e competitivo de um circo semi-falido. O final é inesperado, apesar de ter sido descrito no prólogo do livro. E o outro final, o do velho, é ainda mais inesperado, apesar de “romântico” e piegas…
Nada profundo, pra quem gosta de filosofia ou coisas do gênero. É um livro pra quem gosta de ler e se divertir. Pra quem gosta de estórias realistas, com suas nuances de alegria e sofrimento. Pra quem gosta de circo e elefantes, ou pra quem gosta de velhos rabugentos e asilos. Se eu escrevi a resenha, é porque recomendo, claro…
–girino 22:32, 16 Março 2008 (BRT)
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